
As deputadas estaduais Edna Sampaio (PT), Janaina Riva (MDB) e Sheila Klener (PSDB) se uniram para defender a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Feminicídio na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As parlamentares destacam que a proposta não tem caráter político-partidário, mas busca investigar o aumento dos casos de feminicídio, as falhas na rede de atendimento às mulheres e a execução orçamentária das políticas públicas.
A expectativa é que o pedido para abertura da CPI seja protocolado na sessão desta quarta-feira (27). Inicialmente, o documento reunia 12 assinaturas — quatro a mais do que o mínimo exigido —, mas há rumores de retirada de apoios, o que deve ser confirmado durante a leitura em plenário.
Edna Sampaio afirmou que rumores sobre pressões para barrar a comissão não mudam o foco da proposta. “Esta não é uma CPI contra governo A, B ou C, mas para apurar um problema estrutural: a desigualdade extrema entre homens e mulheres que tem levado ao assassinato de mulheres por conta da sua condição de gênero. Queremos apurar como andam o financiamento, a execução orçamentária e a rede de atendimento às vítimas no estado”, disse.
Janaina ressaltou que houve redução de recursos destinados ao enfrentamento da violência doméstica e que muitas mulheres relatam falhas no acolhimento. “Só o fato de o governo alegar que o crime ocorre dentro de casa e não tem o que fazer já é motivo para a CPI. O sistema é falho desde a educação. Tivemos devolução de recursos que deveriam ter sido aplicados nessa área. Como faz um trabalho desse sem dinheiro?”, questionou.
Já Sheila reforçou que a comissão é um compromisso com as vítimas e não espaço para disputa política. “Estamos com 35 mulheres assassinadas em Mato Grosso. Vamos ficar passivas? O mínimo que podemos fazer é usar nossa voz para cobrar soluções. Não se trata de politicagem, mas de vida. É preciso descobrir onde está o erro e o que as políticas públicas precisam fazer para mudar essa realidade”, afirmou.
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