
Cuiabá registrou a segunda cesta básica mais cara do país no mês de junho, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Na capital mato-grossense, o custo médio da cesta chegou a R$ 937,93. O valor ficou abaixo apenas de São Paulo, que liderou o ranking nacional, com R$ 965,47. Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com R$ 920,94, e Florianópolis, com R$ 918,42.
O levantamento aponta que a cesta básica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras no mês de junho. A maior alta foi registrada em Boa Vista, com aumento médio de 3,28%. Depois aparecem Palmas, com 3,01%, Rio Branco, com 2,20%, e Porto Alegre, com 2,18%.
Entre os produtos que mais pressionaram o bolso do consumidor está o feijão, que subiu em todas as capitais pesquisadas. Segundo o Dieese, a alta foi influenciada pela redução da área cultivada e por problemas climáticos que afetaram a primeira e a segunda safras.
Também pesaram no orçamento das famílias os aumentos nos preços do arroz agulhinha, da carne bovina de primeira e do leite integral.
No acumulado dos primeiros seis meses do ano, todas as capitais pesquisadas tiveram alta no preço da cesta básica. As variações ficaram entre 4,02%, em São Luís, e 21,48%, em Fortaleza.
Nas regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju, com R$ 630,40, São Luís, com R$ 654,73, Maceió, com R$ 671,41, e Natal, com R$ 686,07.
Com base no custo da cesta mais cara do país, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário para sustentar uma família deveria ser de R$ 8.110,92 em junho. O valor é cinco vezes maior que o salário mínimo atual, de R$ 1.621.
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