
Segundo o Boletim Epidemiológico de Hanseníase do Ministério da Saúde, publicado em janeiro de 2025, o Estado apresentou, em 2023, a maior taxa de detecção do país: 129,65 casos novos por 100 mil habitantes, enquanto a média nacional foi de 10,68 por 100 mil, classificando Mato Grosso como estado hiperendêmico para a doença.
Diante desse cenário, o Janeiro Roxo, mês instituído pelo Ministério da Saúde para reforçar o combate à hanseníase, ganha ainda mais relevância. A mobilização culmina no Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase e no Dia Mundial Contra a Hanseníase, celebrados no último domingo de janeiro.
Durante todo o mês, a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande intensifica ações de conscientização, diagnóstico e tratamento, reforçando à população que a hanseníase tem cura, o tratamento é gratuito pelo SUS e que o diagnóstico precoce evita sequelas e interrompe a transmissão da doença.
Dados do município- Os dados locais reforçam a importância da vigilância contínua. Em 2024, Várzea Grande notificou 404 casos novos de hanseníase, sendo 22 em menores de 15 anos, indicador de transmissão ativa da doença. A taxa de detecção foi de 128,41 casos por 100 mil habitantes, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).
Já em 2025, o município registrou 431 novos casos. Desses, 21 ocorreram em menores de 15 anos e 313 em pessoas com 15 anos ou mais. Em relação ao sexo, foram 131 casos em homens e 203 em mulheres, de acordo com dados do SINAN.
Os números mostram que a hanseníase segue como um agravo relevante de saúde pública, exigindo a intensificação das ações de vigilância epidemiológica, busca ativa, diagnóstico oportuno, tratamento adequado e monitoramento dos contatos, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.
Sintomas - Ao contrário do que muitos imaginam, a hanseníase não se manifesta apenas por manchas na pele com perda de sensibilidade, ausência de pelos e de suor. Em muitos casos, os primeiros sinais incluem formigamento, dormência, câimbras, fraqueza nas mãos e nos pés e diminuição da força muscular. Por isso, a avaliação dermatoneurológica é essencial para o diagnóstico correto.
Tratamento gratuito - A hanseníase tem cura e o tratamento é feito por meio da poliquimioterapia, oferecida gratuitamente pelo SUS em todas as Unidades de Saúde da Família (USF). O paciente recebe acompanhamento médico, enfermagem, avaliação dermatoneurológica e monitoramento dos contatos familiares.
“Quanto mais cedo o paciente é avaliado e inicia o tratamento, maiores são as chances de cura sem sequelas. O SUS oferece todo o acompanhamento gratuitamente, inclusive os medicamentos”, explica Adriana Matos, responsável pelo Programa de Hanseníase da Atenção Primária à Saúde.
Diante de todos esses dados, a partir de 16 de janeiro, diversas Unidade de Saúde da Família (USF) de Várzea Grande estarão realizando ações intensificadas de conscientização, avaliação clínica, busca ativa e diagnóstico, facilitando o acesso da população.
CONFIR A PROGRAMAÇÃO
14 de janeiro
• 07h – USF Marajoara
• 08h – USF Parque do Lago
15 de janeiro
• 08h – USF Nossa Senhora da Guia
16 de janeiro
• 08h - USF Vila Arthur
• 08h – USF Aurília Curvo
• 08h30 – USF São Mateus
19 de janeiro
• 07h – USF Cabo Michel
20 de janeiro
• 08h – USF Ouro Verde
•. 08h - USF Maringá
21 de janeiro
• 08h – USF Água Vermelha
• 08h – USF Eldorado
• 08h – USF Capão Grande e 24 de dezembro
22 de janeiro
• 09h – USF Manaíra
• Dia todo - USF Limpo Grande
• 08h – USF Maringá
• 14h – USF Nossa Senhora da Guia
23 de janeiro
• 09h – USF Jardim Glória
• 08h – USF Imperial
• 09h – USF Santa Isabel
• 08h – USF Cristo Rei
27 de janeiro
• 07h – USF Cohab Cristo Rei
• 08h – USF da Manga
28 de janeiro
• 08h – USF Água Limpa
• 08h – USF Construmat
• 08h – Comunidade Formigueiro
29 de janeiro
• 08h – USF Souza Lima
Atenção aos sinais - Além da avaliação clínica, as equipes da Atenção Primária utilizam o Questionário de Suspeição de Hanseníase (QSH) um instrumento fundamental para identificar precocemente a doença, mesmo antes do surgimento de lesões mais visíveis.
O QSH reúne perguntas objetivas sobre sintomas que muitas vezes são ignorados pela população, como:
• Dormência nas mãos ou nos pés
• Formigamento
• Áreas da pele “adormecidas”
• Câimbras
• Sensação de picadas ou agulhadas
• Manchas na pele (que não sejam de nascença)
• Dor nos nervos
• Caroços pelo corpo
• Inchaço nas mãos, pés ou no rosto
• Fraqueza nas mãos, como dificuldade de abotoar camisa, colocar óculos, escrever ou segurar objetos, como uma panela
• Fraqueza nos pés, com dificuldade para calçar ou manter chinelos
• Perda de cílios ou sobrancelhas
• Histórico de hanseníase na família
A presença de um ou mais desses sinais já é suficiente para encaminhar o paciente para avaliação dermatoneurológica nas Unidades Básicas de Saúde.
“Todos nós podemos contribuir para interromper a cadeia de transmissão. Ao perceber qualquer sintoma suspeito, a pessoa deve procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde”, reforça a Secretaria Municipal de Saúde, Deisi Bocalon.
A Secretaria de Saúde reforça:
Se você ou alguém da sua família apresenta manchas na pele com perda de sensibilidade, dormência, formigamento ou fraqueza, procure imediatamente a Unidade Básica de Saúde mais próxima.
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