
O governador Mauro Mendes (União Brasil) manifestou preocupação com a atual crise diplomática envolvendo Brasil e Estados Unidos, criticando a postura de parlamentares que, segundo ele, estariam aproveitando a situação para fins eleitorais. A fala ocorreu durante entrevista à imprensa na sexta-feira (25) em Cuiabá.
"Eu não vejo o cenário para isso. É muito lamentável que nós estejamos vivendo essa crise. Eu lamento profundamente algumas atitudes de algumas autoridades. Eu, seguramente, faria um pouco diferente", disse Mendes, referindo-se à escalada da crise, que inclui a viagem de parlamentares de Mato Grosso aos EUA.
Embora não tenha citado nomes, as falas do governador dão a entender que as críticas são ao deputado federal José Medeiros, que está nos EUA em solidariedade a Eduardo Bolsonaro, e também aos posicionamentos pró-Bolsonaro do deputado estadual Gilberto Cattani e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, todos do PL.
Mendes alertou para as graves consequências econômicas de um possível embargo com os Estados Unidos, defendendo que o foco deve ser na resolução do problema e não em disputas políticas.
"Eu acho que o Brasil precisa construir um ambiente de paz. O Governo Federal tem as suas contas públicas muito ruins. É momento de ter foco. Ficar nesse joguinho aí tentando se aproveitar, é um lado, é outro, tirar vantagem eleitoral para 2026 de um caos econômico que pode vir no Brasil, é muito ruim."
O governador foi enfático ao cobrar responsabilidade e criticar aqueles que, em sua visão, priorizam a eleição de 2026 sobre os interesses do país.
"Todo mundo no Brasil sabe disso, quem errou um pouco mais, um pouco menos, mas agora o que importa é focar no problema. Esse embargo com os Estados Unidos pode trazer graves consequências para a economia brasileira no curto, médio e longo prazo. É momento de pensar no Brasil e não ficar pensando nas eleições 2026, como eu tô vendo muita gente fazendo aí."
Mendes ressaltou a dimensão do cenário internacional, destacando a importância de uma postura estratégica do governo brasileiro.
"O jogo internacional é muito maior do que muitos podemos enxergar. O Estados Unidos é o maior país do planeta, não é à toa. O desenvolvimento é o maior PIB do planeta. A China, que é o segundo maior PIB, a Europa, um grande bloco econômico, recuraram e negociram com o Estados Unidos. Então, cabe ao governo brasileiro. Ele foi eleito para isso, encontrar os caminhos necessários para fazer essa negociação."
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