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ECONOMIA

Exportações do agronegócio somam US$ 10,7 bilhões em janeiro

Por Da Redação Portal Agro
Publicado em 19-02-2026 às 09:35hrs
Mesmo com numero recorde, valor é 23% menor que o registrado em dezembro
Desempenho do setor

As exportações do agronegócio brasileiro começaram 2026 em ritmo mais moderado. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o país embarcou US$ 10,7 bilhões em produtos agropecuários em janeiro, o que representa uma queda de 23% em relação a dezembro de 2025 e retração de 2,2% frente ao mesmo mês do ano anterior.

Complexo soja impulsiona resultados

O complexo soja foi o principal destaque positivo do mês. As exportações de soja em grãos alcançaram 1,9 milhão de toneladas, um crescimento expressivo de 75% em comparação a janeiro de 2025. O preço médio de exportação subiu para US$ 442,8 por tonelada, avanço de 9,2%.

No farelo de soja, os embarques somaram 1,9 milhão de toneladas, alta de 13%, com preços estáveis em US$ 356/t. Já o óleo de soja registrou 146 mil toneladas exportadas, aumento de 66%, com o preço médio de US$ 1.101,4/t, 7% acima do registrado no mesmo período do ano anterior. No total, o complexo movimentou US$ 1,66 bilhão em receita.

Carne bovina mantém preços elevados

O setor de proteínas animais apresentou desempenho consistente.

As exportações de carne bovina in natura somaram 231,8 mil toneladas, alta de 29% em relação a janeiro de 2025. O preço médio permaneceu elevado, atingindo US$ 5.573,2/t, aumento de 11% na comparação anual.

A carne de frango manteve estabilidade, com 396 mil toneladas exportadas, alta de 3,7%, e preço médio de US$ 1.918,3/t.

Já a carne suína in natura teve avanço de 14%, com 100 mil toneladas embarcadas e preço médio de US$ 2.515,8/t, crescimento de 2,6% frente ao mesmo período do ano passado.

Setor sucroenergético sofre retração nas vendas externas

O complexo sucroenergético foi o principal responsável pela queda no desempenho geral das exportações em janeiro.

As vendas externas de etanol registraram forte recuo de 76% frente a janeiro de 2025, totalizando 44 mil m³, com preço médio de US$ 543,8/m³, redução de 3%.

O açúcar VHP teve queda de 2%, com 1,6 milhão de toneladas exportadas a US$ 357,8/t, preço 25% menor em relação ao ano anterior. O açúcar refinado também caiu 2,4%, somando 323 mil toneladas, com preço médio de US$ 373,1/t, queda de 30% na comparação anual.

Milho avança e algodão registra queda

As exportações de milho cresceram 18% frente a janeiro de 2025, totalizando 4,2 milhões de toneladas, com preços estáveis em US$ 218,7/t.

Por outro lado, o algodão em pluma apresentou retração de 24%, com 317 mil toneladas embarcadas e preço médio 10% inferior, a US$ 1.543,5/t.

Café em retração e celulose estável

Entre os demais produtos, o café verde teve queda expressiva de 42% no volume exportado, totalizando 141 mil toneladas, apesar da alta de 33% nos preços médios, que atingiram US$ 7.172,6/t.

A celulose manteve desempenho estável, com 1,9 milhão de toneladas exportadas e leve valorização de 2% nos preços.

O suco de laranja concentrado (FCOJ) teve resultado neutro, com volumes estáveis e queda de 41% nos preços médios.

Panorama anual de 2025

No acumulado de janeiro a dezembro de 2025, o agronegócio brasileiro apresentou crescimento relevante em setores como carne bovina (+21%), óleo de soja (+11%) e celulose (+13%).

Em contrapartida, houve retrações nas exportações de açúcar refinado (-10%), café verde (-18%) e trigo (-18%).

Análise e perspectivas

Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, o desempenho de janeiro reflete a sazonalidade natural do setor e a volatilidade dos preços internacionais.

A instituição destaca que a demanda global permanece sólida, especialmente nos mercados asiáticos, e que a soja seguirá como um dos principais motores das exportações brasileiras em 2026.

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