
Amanhã, dia 25 de agosto, se comemora o Dia Nacional do Feirante. Nesta data, Várzea Grande destaca o protagonismo dos homens e mulheres que acordam cedo, para plantar ou vender frutas, verduras e alimentos variados e recebem cada cliente com disposição e sorriso no rosto. Mais do que rotina, quem produz e quem comercializa na feira se torna símbolo de resistência, identidade cultural e desenvolvimento sustentável.
O Município, que possui uma área rural reduzida, mas repleta de potencial, vem investindo fortemente em políticas públicas voltadas à agricultura familiar. Um dos principais exemplos, da atuação da gestão Flávia-Tião, é a criação da Feira da Família – Feira FAM, ou simplesmente, a feirinha -, lançada em fevereiro deste ano com uma estrutura de 200 m² na praça do Paço Municipal. Em sua primeira edição, contou com 19 expositores. Seis meses depois, o número de feirantes chegou a 30, a infraestrutura dobrou de tamanho, agora com 400 m² e as opções de produtos se multiplicaram, incluindo a venda de refeições prontas.
A prefeita de Várzea Grande Flávia Moretti (PL) ressalta que o incentivo aos produtores locais é prioridade da gestão. “Apoiar e fortalecer nossas comunidades rurais é fundamental para o desenvolvimento sustentável de Várzea Grande. Esses produtores são responsáveis por uma parte significativa da nossa economia e merecem atenção, apoio técnico e políticas públicas que assegurem seu crescimento e valorização”, afirmou.
O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, explica que os avanços fazem parte de um plano estratégico para impulsionar o setor. “Estamos estruturando políticas públicas, qualificando produtores, oferecendo suporte técnico, conseguindo equipamento e abrindo portas para que o pequeno produtor se conecte ao mercado. Esse fortalecimento começa a se desenhar como uma nova vocação econômica para Várzea Grande, integrando cultura, produção e natureza”, destacou.
PRODUTOS - Entre os destaques da agricultura familiar estão o mel de Várzea Grande, que já tinha autorização para ser vendido no Município e agora está habilitado a ser comercializado em todo Estado, além de pães de fermentação lenta e natural, queijos artesanais premiados em nível nacional, hortifrutis frescos e uma cadeia agroindustrial robusta.
A coordenadora do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), a médica veterinária e responsável pela feira, Kelly Enciso, reforça a importância do setor. “Apesar de termos uma área rural pequena, Várzea Grande é uma vitrine para diferentes cadeias produtivas. Temos produção de mel certificada, queijos premiados nacionalmente, hortifrutis de qualidade, pães artesanais e um setor agroindustrial com destaque nacional e internacional no abate de bovinos”, afirmou.
CERTIFICAÇÃO - Um dos exemplos de sucesso é o apicultor José Catarino Mendes, proprietário da Biomendies, que comercializa mel e derivados como geleia real, pólen desidratado, própolis e cera. O mel da abelha Jataí, produzido em Várzea Grande, tem propriedades reconhecidas e foi destaque na Feira de Agricultura Familiar FIT Pantanal, por exemplo.
Outro orgulho local é a pequena produtora Ana Lúcia, premiada nacionalmente por seus queijos: 2º lugar na categoria queijo coalho e 3º lugar com o queijo trancinha.
O vice-prefeito Tião da Zaeli (PL) também destacou a importância do trabalho em equipe entre gestão pública e produtores. “O crescimento da Feira FAM mostra que, quando damos oportunidade e apoio, a agricultura familiar responde com qualidade e inovação. É um orgulho ver Várzea Grande se consolidar como referência nesse setor”, disse.
A agricultura familiar no município também se fortalece por meio das comunidades rurais, como o Sadia 3, que reúne cerca de 2 mil propriedades, com produção de bovinos, peixes, abelhas, melancia, mandioca e hortaliças. Cooperativas ajudam a organizar a produção e ampliar a presença dos agricultores no mercado.
Para o agricultor Ederson Zucchetto Machado, da Coopveg, a feira trouxe nova visibilidade. “Representamos cerca de 25 produtores e durante a Feira FAM mostramos o melhor que nossa terra oferece: milho, quiabo, banana-da-terra, melancia, maxixe e muito mais. Além de divulgar, também vendemos, com preços acessíveis e direto ao consumidor”, disse.
“Celebrar o Dia do Feirante, portanto, vai além da homenagem, é reconhecer que por trás de cada barraca há esforço, tradição e políticas públicas que estão transformando a realidade de Várzea Grande”, pontuou o secretário Ricardo Amorim.
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