
O secretário de Infraestrutura de Mato Grosso, Marcelo Padeiro, afirmou que o projeto para construção do Túnel no Portão do Inferno, localizado na MT-251, entre os municípios de Cuiabá e Chapada dos Guimarães, deve ficar pronto no mês de outubro. Ao fim do planejamento, com o resultado das análises, é que um orçamento deve ser feito para que enfim saia do papel. Orçada em quase R$ 30 milhões e sob responsabilidade da empresa Lotufo Engenharia e Construção, as obras estão paralisadas há dois meses.
A construção deste túnel deve ser realizado a partir de um projeto chamado “engenharia de valor”, que já foi aprovado e será apresentado à Justiça Federal.
O projeto original para o Portão do Inferno previa o retaludamento do penhasco com retirada de parte do maciço rochoso e a criação de degraus para conter os deslizamentos, recuando a estrada em dez metros. Segundo Padeiro, a escolha por essa solução não foi um erro, mas que, na verdade, houve um impasse devido às restrições de legislação ambiental e à localização da obra dentro de um Parque Nacional.
“Nós tivemos que fazer resgate arqueológico do IPHAN, nós tivemos que fazer resgate de fauna e flora, tivemos que fazer tudo. Na hora que nós chegamos lá em cima e que vimos, fizemos as sondagens lá em cima, vimos que o retaludamento teria que ter alguma coisa para segurar aquele talude por causa do material. Então nós tínhamos que fazer jato de concreto, manta, que não seria uma manta natural”, explica Padeiro.
Conforme o secretário, só foi possível fazer essa análise com a liberação do IBAMA e o ICMBIO, que não permitiram a realização da obra: “Isso o ICMBIO não permitiu. O ICMBIO não, o IBAMA não permitiu. Então, nessa hora, nesse momento, ficou o quê? Inviável continuar com o projeto do retaludamento”.
Padeiro estima que o valor gasto até agora, ainda no projeto de retaludamento, ficou em torno de R$ 7 milhões, dos R$ 30 milhões previstos para a totalidade. Para o novo projeto do túnel, ainda não há uma estimativa de custo.
"Não sei quanto que vai gastar, mas posso dizer uma verdade para vocês. Lá não foi gasto um centavo a mais do que foi exigido pelo IBAMA, ICMBIO e IPHAN. Tudo o que nós fizemos ali, colocando pessoas ali para fazer o acompanhamento de tudo que foi solicitado por eles, o sismógrafo que foi colocado para a gente ter o controle de todo aquele morro”, afirmou o secretário.
Obra paralisada
A obra no Portão do Inferno, orçada em R$ 29,5 milhões e sob responsabilidade da empresa Lotufo Engenharia e Construção, foi anunciada em março de 2024 com prazo de 120 dias para ser finalizada. O projeto original previa o retaludamento, com retirada de parte do maciço rochoso e criação de degraus para conter deslizamentos, recuando a estrada em dez metros.
No entanto, a paralisação se deu após novos dados geológicos revelarem "inconsistências nos estudos iniciais". O governador Mauro Mendes informou que a empresa encontrou "dificuldades" e que análises aprofundadas indicaram "quase uma impossibilidade de prosseguir naquela rota inicial", devido ao tipo de solo.
A nova licitação, anunciada pelo Governo, adotará o modelo de Regime Diferenciado de Contratação Integrada (RDCi). "Assim que a nova solução foi aprovada, o projeto básico para a licitação já está sendo elaborado. Será no modelo RDCi, e a Secretaria me garantiu que, em agosto, o edital estará publicado", disse o governador recentemente.
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