
A situação das obras do BRT (Bus Rapid Transit) em Cuiabá, que têm gerado transtornos à população, foi tema de críticas do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB). O parlamentar classificou o cenário como "lamentável" e cobrou mais rigor do governo contra as empresas responsáveis.
Segundo Russi, a lentidão das obras tem prejudicado a população, que perde tempo no trânsito e vê o dinheiro público sendo mal utilizado. Ele ainda defendeu que as empresas que não cumprem o cronograma devem ser multadas, e não recompensadas com acordos.
“A empresa que estava aí anteriormente, infelizmente, fez um serviço horrível, não cumpriu o cronograma, baixou o preço, ganhou uma licitação e o governo fez um acordo achando que esse é o melhor caminho. Isso é um mau sinal”, disparou.
Russi também fez um duro comentário sobre a situação do VLT, que consumiu R$ 1 bilhão dos cofres públicos e, segundo ele, foi "dinheiro jogado no ralo". O deputado afirmou que a falta de responsabilidade dos gestores causou um problema que se arrasta por mais de uma década.
“Eu particularmente quero que conclua o que já está aí, porque se nós formos mudar de novo... vai ser outra história, né? Já tem mais de 11 anos, 12 anos, 13 anos que essa obra começou e não concluiu. Nós não podemos esperar mais um ano, dois anos”, lamentou.
Entenda a obra
A novela do transporte público em Cuiabá começou com o projeto do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), idealizado para a Copa do Mundo de 2014. A obra, que consumiu mais de R$ 1 bilhão em recursos públicos, foi paralisada em 2014 com apenas 30% de sua conclusão.
O caso se tornou um escândalo de corrupção, resultando em investigações e na prisão de políticos e empresários envolvidos.
Após anos de abandono, o governo estadual decidiu, em 2020, substituir o VLT pelo BRT (Bus Rapid Transit), que é um sistema de corredores exclusivos para ônibus, prometendo um custo menor e uma implantação mais rápida.
No entanto, o projeto do BRT também tem enfrentado atrasos e problemas. Em 3 de setembro de 2025, a Secretaria de Estado de Infraestrutura de Mato Grosso (Sinfra) publicou o edital para a construção de 41 estações e 36 abrigos do BRT em Cuiabá e Várzea Grande, com valor de referência de R$ 68,8 milhões.
A licitação por menor preço, via dispensa eletrônica, está prevista para 25 de setembro. Esta etapa faz parte do segundo lote das obras, que foram divididas após a rescisão do contrato com a empresa anterior. Enquanto o novo consórcio segue com as obras do primeiro lote, o antigo tem até 2 de outubro para finalizar os trechos que já havia iniciado.
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