
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso recebeu, nesta terça-feira (20), o projeto do Executivo estadual que define a Revisão Geral Anual (RGA) de 2025 dos servidores públicos. A proposta estabelece reajuste de 4,26% e foi encaminhada pelo governador Mauro Mendes (União) por meio da Mensagem nº 05/2026, protocolada às 14h02.
Segundo o líder do governo na Casa, deputado Dilmar Dal Bosco (União), a tramitação deve ocorrer em regime de urgência, com votação prevista para sessão extraordinária nesta quarta-feira (21). A intenção do Palácio Paiaguás é assegurar a aplicação do reajuste já na folha salarial de janeiro.
Apesar disso, deputados da base governista articulam uma agenda com o chefe do Executivo para discutir a possibilidade de recomposição acima da inflação. Para que o índice seja alterado, seria necessária a apresentação de um substitutivo pelo governo estadual.
O envio da proposta ocorre em meio à mobilização do funcionalismo, que cobra o pagamento de um passivo acumulado de 19,58%, referente ao período de congelamento salarial. O governo Mauro Mendes nega a existência do débito e afirma que a suspensão dos reajustes teve respaldo em legislação federal.
Parlamentares avaliam alternativas para destravar o impasse. Entre elas, está a construção de um acordo intermediário e a apresentação de emenda por deputados da oposição e independentes, prevendo a destinação de 15% do excesso de arrecadação do Estado para quitar o passivo. A iniciativa, no entanto, enfrenta resistência do Executivo.
Mobilização
Para esta quarta-feira (21), está prevista uma passeata que deve reunir servidores dos Poderes Executivo e Judiciário, além de representantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público. Também há previsão de início da greve dos servidores do Tribunal de Justiça, mesmo após decisão judicial que considerou o movimento ilegal.
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