POLITICA

Professora Mazé defende expansão de escolas cívico-militares e prioridade à alfabetização em MT

Por Da Redação Olivre
Publicado em 27-09-2026 às 09:56hrs
Candidata a deputada estadual pelo PL, educadora afirmou ao O LIVRE que pretende ampliar o apoio aos professores, garantir a aplicação eficiente dos recursos da educação e fortalecer a presença feminina na política

candidata a deputada estadual Professora Mazé (PL) defendeu a expansão do modelo cívico-militar em Mato Grosso e apresentou a alfabetização como uma de suas prioridades para a educação pública. Em entrevista ao O LIVRE, ela também falou sobre segurança, uso da tecnologia nas escolas e participação feminina na política.

Maria José de Oliveira Arruda construiu uma trajetória de quase três décadas no ensino público. Natural de Goiatuba (GO), mudou-se ainda adolescente para Cuiabá, formou-se em Letras pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e possui mestrado e doutorado em Educação.

Alfabetização e apoio aos estudantes

Mazé afirmou que suas propostas abrangem todas as etapas da educação, da primeira infância ao ensino médio. Para a candidata, os problemas de aprendizagem precisam ser analisados além da sala de aula, com a participação de diferentes profissionais.

“Precisamos entender por que esse aluno não aprende. Se é uma questão da família, se não tem auxílio, se vive em um ambiente tóxico ou se possui algum problema de acesso à escola. Tudo tem que ser medido”, declarou.

Segundo a professora, as dificuldades de alfabetização identificadas na rede estadual também exigem diálogo com os municípios, responsáveis pelas primeiras etapas do ensino. Ela defendeu a criação de uma rede de apoio capaz de acompanhar as condições familiares, sociais e pedagógicas dos estudantes.

Dinheiro da educação na educação

A candidata também prometeu fiscalizar a aplicação dos recursos destinados ao setor. Segundo Mazé, o dinheiro disponível deve ser usado de maneira eficiente e permanecer vinculado às necessidades das escolas.

“A minha meta é fazer com que o dinheiro da educação volte para a educação da maneira mais eficaz e não seja desviado. O que muda o mundo é a educação, e o futuro depende da educação dos jovens”, afirmou.

Escolas cívico-militares

Ao ser questionada sobre os colégios militares e cívico-militares, Mazé manifestou apoio ao modelo e defendeu a abertura de novas unidades em Mato Grosso. Atualmente, ela atua no Colégio Estadual Militar Presidente Médici.

Para a candidata, a organização e o respeito aos professores são indispensáveis para que as escolas cumpram sua principal função: transmitir conhecimento e preparar os estudantes para a vida profissional.

“Se não houver ordem em uma escola, se o professor não for respeitado e não existir uma organização eficaz, o conhecimento não acontece. A escola é um lugar para obter conhecimento científico, educar para a vida e preparar para o mercado de trabalho”, disse.

Mazé argumentou que a presença de profissionais responsáveis pela disciplina e pelo acompanhamento dos alunos permitiria que os professores se concentrassem no ensino. Ela também mencionou o adoecimento de educadores e os conflitos que ocorrem fora da sala de aula.

“O professor hoje está adoecido. Na sala, ele cuida de 30 alunos, mas também existem os conflitos no recreio e os problemas que os estudantes trazem de casa. Um aparato de pessoas qualificadas para oferecer esse suporte seria muito importante”, declarou.

Segundo a candidata, os resultados obtidos pelos colégios militares justificam a expansão do modelo. “Eu acredito porque é um modelo que tem dado certo. Os resultados são positivos”, afirmou.

Tecnologia e celular em sala de aula

A professora também criticou o uso inadequado de celulares e outros equipamentos eletrônicos no ambiente escolar. Para ela, a tecnologia pode contribuir com o ensino, mas alunos e professores ainda precisam de preparação para utilizá-la adequadamente.

Mazé citou os Chromebooks distribuídos pelo Estado e afirmou que alguns estudantes acessam conteúdos sem relação com as aulas. Ela avaliou que a formação dos professores também precisa acompanhar as mudanças tecnológicas.

“O professor não está preparado para lidar com essa tecnologia de maneira que ensine e cative o aluno. Isso passa também pela formação oferecida pelas universidades”, afirmou.

Segurança pública

Na área da segurança, Mazé defendeu o aumento do efetivo e relacionou a violência enfrentada pelas comunidades à realidade observada dentro das escolas. Segundo ela, alguns estudantes convivem com pais presos ou envolvidos com atividades criminosas.

A candidata também chamou a atenção para novas ameaças trazidas pelo ambiente digital, como os jogos de apostas. Para ela, a falta de orientação sobre o uso da internet tem provocado prejuízos à educação e às famílias.

Mulheres na política

Ao falar sobre suas expectativas eleitorais, Mazé afirmou que as mulheres precisam ocupar efetivamente os espaços de decisão. Ela se apresentou como conservadora e disse acreditar na possibilidade de conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

“Eu sou uma mulher conservadora e vim de um lugar muito distante para chegar aonde cheguei. Sou candidata, estou na concorrência e tenho possibilidades”, declarou.

Mazé também questionou a cota partidária mínima de 30% para candidaturas femininas. Segundo ela, as mulheres já contribuem em igualdade de condições com os homens e precisam deixar de exercer apenas funções auxiliares.

“Não sou feminista, sou feminina. Nós auxiliamos os homens, mas agora não queremos ser apenas auxiliares. Queremos participar efetivamente e estar nos lugares de poder”, concluiu.

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