
O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), descartou a possibilidade de fazer uma espécie de “vaquinha” com parlamentares e empresários para comprar o prédio da Santa Casa de Cuiabá.
Não é obrigação de nenhum empresário, que já paga muitos impostos, nem da Assembleia Legislativa
A sugestão foi feita pelo deputado Júlio Campos (União), para que o Poder Público ajudasse com uma quantia e um grupo de empresários da Capital entrasse com outra parte.
Entretanto, Russi afirmou que a responsabilidade pela solução do problema é do Poder Executivo e negou destinar parte do duodécimo da Casa de Leis para a compra.
“Precisamos de algo mais concreto, que tenha vigor e efetividade. Não é obrigação de nenhum empresário, que já paga muitos impostos, nem da Assembleia Legislativa bancar essa despesa, não é nossa função. A obrigação é do governo”, disse durante coletiva na última quarta-feira (17).
O presidente da AL ainda minimizou o risco de fechamento do hospital, que está em processo de leilão.
“Eu acredito que não fecha. Se houver desgaste [para o Governo], acredito ainda mais que não fecha”.
"Eu acho interessante não fechar a Santa Casa. Agora, o governo falou que tem uma solução, que a solução seja dada. A gente fazer um rateio, tampar o sol com a peneira por um ou dois meses não vai resolver o problema", disse Max.
Júlio havia proposto a "vaquinha" entre os Poderes e grandes empresários após o leilão não receber propostas. Conforme a decisão da Justiça, o valor do lance mínimo do prédio é R$ 54,7 milhões, o equivalente a 70% do valor atribuído ao prédio em avaliação.
Segundo Júlio, órgãos como Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça e Ministério Público contribuam com parte de seus duodécimos para viabilizar a compra e manter o hospital funcionando.
Como alternativa, Júlio sugeriu uma parceria com grupos empresariais como Amaggi, Bom Futuro, Plaenge, São Benedito, entre outras. O leilão do imóvel, autorizado pela Justiça do Trabalho, terminou sem interessados, e a comissão de credores tem cinco dias para se manifestar.
Veja Mais Notícias de MT não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional, inseridos sem a devida identificação do autor ou que sejam notadamente falsos, também poderão ser excluídos.
Lembre-se: A tentativa de clonar nomes e apelidos de outros usuários para emitir opiniões em nome de terceiros configura crime de falsidade ideológica. Você pode optar por assinar seu comentário com nome completo ou apelido. Valorize esse espaço democrático agradecemos a participação!