
A Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães é a unidade de conservação com maior número de moradores em Mato Grosso, reunindo 15.386 pessoas. O dado, que representa mais da metade da população residente em unidades de conservação no estado, foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo Demográfico 2022.
Ao todo, 29.345 pessoas vivem dentro dos limites de unidades de conservação em Mato Grosso, o que corresponde a 0,8% da população total do estado. Destas, 52,4% estão concentradas na APA da Chapada. Em segundo lugar no ranking das áreas mais populosas está a APA Nascentes do Rio Paraguai, com 5.830 moradores, seguida pela APA Municipal do Aricá-Açu, com 5.674 habitantes. Ainda aparecem na lista o Parque Estadual Zé Bolo Flô, em Cuiabá, com 834 pessoas, e a APA das Cabeceiras do Rio Cuiabá, com 599 residentes.
Dos 50 territórios de conservação com delimitação georreferenciada em Mato Grosso, 28 apresentam população residente e 22 estão desabitados. A maioria dos moradores vive em áreas sob gestão estadual, com 23.314 pessoas (79,4% do total). Outras 5.716 pessoas residem em unidades de conservação municipais (19,5%) e apenas 261 vivem em unidades de gestão federal, o que representa menos de 1% do total.
O estudo mostra que 94,8% da população em áreas de conservação está em unidades de uso sustentável, como as APAs, que permitem certo grau de ocupação humana e buscam conciliar proteção ambiental e uso racional dos recursos naturais. Já as unidades de proteção integral, com acesso mais restrito, abrigam 1.470 pessoas, o equivalente a 5% do total — índice que coloca Mato Grosso como o terceiro estado com maior número de moradores nesse tipo de área, atrás apenas do Amapá e do Acre.
Outro dado que chama atenção é que 77% dos moradores dessas áreas estão em domicílios considerados urbanos. São 22.639 pessoas vivendo em contexto urbano dentro de unidades de conservação, enquanto 6.706 estão em áreas rurais.
No total, foram identificados 10.549 domicílios particulares permanentes ocupados em unidades de conservação, o que representa 0,81% do total de domicílios do estado. A média de moradores por domicílio nessas áreas é de 2,76 pessoas — ligeiramente abaixo da média estadual, que é de 2,84.
A presença humana em áreas protegidas impõe desafios à conservação ambiental e ao ordenamento territorial. No caso da APA da Chapada dos Guimarães, por exemplo, a pressão por loteamentos, empreendimentos turísticos e expansão urbana é constante, exigindo uma gestão eficiente e fiscalização rigorosa para evitar danos ambientais irreversíveis em um dos cartões-postais mais importantes de Mato Grosso.
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